Guerra na Ucrânia — 13 de agosto de 2026

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Lyrics

[Verse 1]
Kiev acorda com o céu rasgado ao meio
Quatro mortos contados sob o cinza do míssil
O concreto guarda o eco do estrondo
E a fumaça escreve o que ninguém quer ler
Zelensky fala com Trump sobre o Patriot
Licenças para interceptar o que cai do céu azul
As palavras cruzam o Atlântico frio
Enquanto o ferro ainda queima no asfalto de Kiev

[Chorus]
Quatro anos de sangue nas bordas do mapa
Contamos os mortos, não cabem nos dedos
A Europa assina, a Caritas ampara
E o mundo assiste com olhos de chumbo
Quatro anos — o balanço é dramático
Quatro anos — o silêncio é sismográfico

[Verse 2]
Na fronteira com a Belarus, na lama do inverno
A Caritas-Ucrânia estende a mão aberta
Deslocados carregam o que sobrou da casa
Um cobertor, um nome, uma foto amassada
Em Bruxelas, Costa, Von der Leyen, Zelensky
Assinam palavras que precisam pesar mais que o papel
A União Europeia ancora o compromisso
Mas a ponte entre promessa e paz ainda pende no vácuo

[Chorus]
Quatro anos de sangue nas bordas do mapa
Contamos os mortos, não cabem nos dedos
A Europa assina, a Caritas ampara
E o mundo assiste com olhos de chumbo
Quatro anos — o balanço é dramático
Quatro anos — o silêncio é sismográfico

[Verse 3]
Uma criança desenha o pai que não voltou
Com giz de cera sobre o chão de um abrigo frio
Os médicos operam à luz de gerador
Entre apagões e gritos que o corredor absorve
Mariupol ainda existe só na memória
Bakhmut é só um nome que os mapas rabiscaram
Mas cada rua perdida tem um rosto gravado
Que nenhum tratado apaga, nenhum mapa conserta

[Bridge]
A França expulsa uma voz russa da tela
Pequeno gesto num teatro enorme demais
Um documentário vasculha borscht e sepulturas
Para explicar o ódio que a história não apaga
O descarte de Zelensky debatido nas revistas
Enquanto ele negocia com mísseis no horizonte
Cada manchete é um fragmento de espelho partido
Refletindo um continente que ainda não sabe o preço

[Chorus]
Quatro anos de sangue nas bordas do mapa
Contamos os mortos, não cabem nos dedos
A Europa assina, a Caritas ampara
E o mundo assiste com olhos de chumbo
Quatro anos — o balanço é dramático
Quatro anos — o silêncio é sismográfico

[Outro]
Treze de agosto — a data entra no registro
Mais um dia contado entre ruínas e resistência
A guerra não cabe em verso nem em cifra
Mas a memória existe para que a omissão não vença

[Chorus Final]
Quatro anos de sangue nas bordas do mapa
Contamos os mortos, não cabem nos dedos
A Europa assina, a Caritas ampara
E o mundo assiste com olhos de chumbo
Quatro anos — o balanço é dramático
Quatro anos — o silêncio é sismográfico

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