Guerra na Ucrânia — 15 de agosto de 2026

p-funk, raspy vocals, lo-fi bedroom production, dark and brooding, slow ballad, fingerpicked acoustic guitar · 5:37

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Lyrics

[Verse 1]
Mísseis rasgam o céu sobre Kiev ao amanhecer
Quatro vidas ceifadas antes mesmo de nascer o dia
O concreto guarda os nomes que ninguém quer esquecer
Cada rua destruída carrega uma elegia
A Caritas espera nas fronteiras da Belarus
Com cobertores e pão, oferece o que pode dar
Deslocados sem teto, sem raiz, sem algum fuso
Mas há mãos que ainda insistem em amparo não largar

[Chorus]
Quatro anos contados em mortos e em dor
A Europa calcula, a diplomacia demora
Sanções avançam — Portugal, Grécia cederam
Mas o fogo não espera pela burocracia da aurora
Kiev resiste, o mundo delibera
E o borscht misturado ao sangue nas valas perdura

[Verse 2]
Zelensky conversa com Trump sobre o Patriot
Licenças para interceptar o que vem do leste escuro
Um documentário escava o elo mais simbólico
Entre Moscou e Kiev — a sopa, o túmulo, o futuro
França expulsa uma voz russa de seus estúdios
O discurso como arma é mais antigo que o canhão
Cada palavra transmitida tem seus próprios prelúdios
Cada silêncio imposto carrega sua própria prisão

[Chorus]
Quatro anos contados em mortos e em dor
A Europa calcula, a diplomacia demora
Sanções avançam — Portugal, Grécia cederam
Mas o fogo não espera pela burocracia da aurora
Kiev resiste, o mundo delibera
E o borscht misturado ao sangue nas valas perdura

[Verse 3]
Uma criança desenha tanques no caderno escolar
Sem saber que o lápis é tudo que lhe resta de infância
O professor ensina em porão para não arriscar
A educação resiste onde não cabe mais a distância
Refugiados em Lisboa aprendem outro sotaque
Carregam o idioma como última pertença intacta
Entre dois mundos suspensos, nenhum trégua os satisfaz
Mas a memória do Dnieper em cada verso ainda impacta

[Bridge]
Dizem que Zelensky foi descartado como peça
Que os aliados pesam custo antes de pesarem a promessa
Mas nos campos ao norte, nos hospitais sem luz
Quem carrega o inverno não espera pelo consenso em Bruxelas
A história não se escreve só nas salas de poder
Ela vive nos deslocados que ainda tentam sobreviver

[Chorus]
Quatro anos contados em mortos e em dor
A Europa calcula, a diplomacia demora
Sanções avançam — Portugal, Grécia cederam
Mas o fogo não espera pela burocracia da aurora
Kiev resiste, o mundo delibera
E o borscht misturado ao sangue nas valas perdura

[Outro]
Quinze de agosto — anota, não esquece
A guerra não pausa enquanto o mundo aparece
Quatro mortos em Kiev, quatro mil histórias enterradas
Notícias de hoje, amanhã esquecidas — mas gravadas

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