Guerra na Ucrânia — 4 de agosto de 2026

acoustic chicago blues, male-female duet, gritty distorted mix, somber and heavy-hearted, slow ballad, bluesy slide guitar · 5:50

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Lyrics

[Verse 1]
Mísseis rasgaram o céu de Kiev ao amanhecer
Quatro almas arrancadas sem ter por quê
A Índia manda seus filhos pra suprir
A mão de obra que a Rússia fez sumir
Jovens recrutados em terras distantes
Peças num tabuleiro de ausentes

[Chorus]
Quatro anos de guerra, dramático balanço
Cada manchete carrega um cansaço
Zelensky demite, a França expulsa
A Caritas recolhe quem a bomba empurra
Não há vencedor nessa conta sombria
Só o peso imenso da agonia

[Verse 2]
A embaixadora ucraniana nos Estados Unidos
Recebe o aviso, encerra seus ritos
Zelensky remaneja, o mundo observa
Enquanto a diplomacia perde a reserva
A França ordena — a comentarista parte
Expulsa do território, exilada na arte

[Chorus]
Quatro anos de guerra, dramático balanço
Cada manchete carrega um cansaço
Zelensky demite, a França expulsa
A Caritas recolhe quem a bomba empurra
Não há vencedor nessa conta sombria
Só o peso imenso da agonia

[Bridge]
Na fronteira com Belarus, os deslocados
Carregam apenas o que foi poupado
A Caritas-Ucrânia estende as mãos
Nesse exílio oblíquo — palavra rara, irmãos
Oblíquo: o que desvia, o que não é direto
Como essa guerra que torce cada afeto

[Verse 3]
Costa, Von der Leyen e Zelensky assinaram
Uma nota conjunta, os laços reafirmaram
A Europa ao lado, palavras gravadas
Enquanto as cidades seguem bombardeadas
Quatro anos contados pela Vatican News
Mortos que viram apenas estatísticas cruas

[Chorus]
Quatro anos de guerra, dramático balanço
Cada manchete carrega um cansaço
Zelensky demite, a França expulsa
A Caritas recolhe quem a bomba empurra
Não há vencedor nessa conta sombria
Só o peso imenso da agonia

[Verse 4]
As crianças cresceram sem conhecer a paz
Cada sirene noturna deixa uma cicatriz atrás
Os hospitais improvisados nos porões frios
Médicos operando à luz de celulares sombrios
O trigo que não chega, o pão que falta à mesa
A fome como arma, a escassez como empresa
Mulheres que viram mães, filhos e maridos
Transformados em nomes em murais esquecidos

[Bridge 2]
E o mundo muda de canal, a atenção dispersa
Outra crise surge, a narrativa se inverte
Mas em Kharkiv ainda chove ferro e cinza
E em Mariupol a memória não se rende
Cada refugiado carrega um mapa dentro
De uma casa que existia — agora apenas vento

[Outro]
Quatro de agosto, o mundo ainda ouve
O rangido da história que não se resolve
Cada nome perdido, cada cidade marcada
Uma ferida aberta, uma paz adiada

[Chorus Final]
Quatro anos de guerra, dramático balanço
Cada manchete carrega um cansaço
Zelensky demite, a França expulsa
A Caritas recolhe quem a bomba empurra
Não há vencedor nessa conta sombria
Só o peso imenso da agonia

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