[Verse 1] Mísseis rasgaram o céu de Kiev ao amanhecer Quatro almas arrancadas sem ter por quê A Índia manda seus filhos pra suprir A mão de obra que a Rússia fez sumir Jovens recrutados em terras distantes Peças num tabuleiro de ausentes [Chorus] Quatro anos de guerra, dramático balanço Cada manchete carrega um cansaço Zelensky demite, a França expulsa A Caritas recolhe quem a bomba empurra Não há vencedor nessa conta sombria Só o peso imenso da agonia [Verse 2] A embaixadora ucraniana nos Estados Unidos Recebe o aviso, encerra seus ritos Zelensky remaneja, o mundo observa Enquanto a diplomacia perde a reserva A França ordena — a comentarista parte Expulsa do território, exilada na arte [Chorus] Quatro anos de guerra, dramático balanço Cada manchete carrega um cansaço Zelensky demite, a França expulsa A Caritas recolhe quem a bomba empurra Não há vencedor nessa conta sombria Só o peso imenso da agonia [Bridge] Na fronteira com Belarus, os deslocados Carregam apenas o que foi poupado A Caritas-Ucrânia estende as mãos Nesse exílio oblíquo — palavra rara, irmãos Oblíquo: o que desvia, o que não é direto Como essa guerra que torce cada afeto [Verse 3] Costa, Von der Leyen e Zelensky assinaram Uma nota conjunta, os laços reafirmaram A Europa ao lado, palavras gravadas Enquanto as cidades seguem bombardeadas Quatro anos contados pela Vatican News Mortos que viram apenas estatísticas cruas [Chorus] Quatro anos de guerra, dramático balanço Cada manchete carrega um cansaço Zelensky demite, a França expulsa A Caritas recolhe quem a bomba empurra Não há vencedor nessa conta sombria Só o peso imenso da agonia [Verse 4] As crianças cresceram sem conhecer a paz Cada sirene noturna deixa uma cicatriz atrás Os hospitais improvisados nos porões frios Médicos operando à luz de celulares sombrios O trigo que não chega, o pão que falta à mesa A fome como arma, a escassez como empresa Mulheres que viram mães, filhos e maridos Transformados em nomes em murais esquecidos [Bridge 2] E o mundo muda de canal, a atenção dispersa Outra crise surge, a narrativa se inverte Mas em Kharkiv ainda chove ferro e cinza E em Mariupol a memória não se rende Cada refugiado carrega um mapa dentro De uma casa que existia — agora apenas vento [Outro] Quatro de agosto, o mundo ainda ouve O rangido da história que não se resolve Cada nome perdido, cada cidade marcada Uma ferida aberta, uma paz adiada [Chorus Final] Quatro anos de guerra, dramático balanço Cada manchete carrega um cansaço Zelensky demite, a França expulsa A Caritas recolhe quem a bomba empurra Não há vencedor nessa conta sombria Só o peso imenso da agonia
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