[Verse 1] Quatro corpos no asfalto da capital Mísseis russos rasgaram o céu de Kiev A cidade estremece num silêncio brutal Cada rua uma cicatriz que não se esquece Enquanto isso, nas fronteiras com Belarus A Caritas estende as mãos aos deslocados Homens, crianças, mulheres sem recuso Atravessam o frio, desamparados [Chorus] Rússia e Ucrânia, acusações cruzadas O cessar-fogo — palavra esfarrapada Cada lado aponta o dedo, a culpa negada E a paz permanece adiada, adiada [Verse 2] Zelensky demite a embaixadora em Washington O tabuleiro diplomático vira de ponta-cabeça Um descarte calculado, uma substituição Enquanto a Europa assina nota de promessa Costa, Von der Leyen, Zelensky reunidos Palavras formais num comunicado conjunto Aliados comprometidos, mas divididos O apoio existe — mas o conflito não é defunto [Chorus] Rússia e Ucrânia, acusações cruzadas O cessar-fogo — palavra esfarrapada Cada lado aponta o dedo, a culpa negada E a paz permanece adiada, adiada [Bridge] Na Rússia faltam braços para a produção A guerra consumiu a mão de obra local Trabalhadores indianos em migração Recrutados em massa — um fluxo colossal E em Paris, uma voz pró-Kremlin expulsa A França fecha a porta a quem distorce os fatos Palavra que importa aqui: *estrepitosa* — barulhenta, convulsa — A propaganda cai como cartas embaralhadas em solavancos [Verse 3] Cada manchete carrega um fragmento da guerra O diplomata demitido, o míssil no ar A Caritas que semeia onde o ódio enterra E índios recrutados longe do seu lar O mundo gira enquanto Kiev ainda sangra Cessar-fogos quebrados como vidro fino A Europa fala, mas a bala não se acalma E agosto escreve mais um verso no destino [Chorus] Rússia e Ucrânia, acusações cruzadas O cessar-fogo — palavra esfarrapada Cada lado aponta o dedo, a culpa negada E a paz permanece adiada, adiada [Verse 4] Nas trincheiras, soldados sem nome nem rosto Cartas que nunca chegam a mãos que esperam O inverno que vem cobra um preço alto e grosso E as mães choram filhos que a guerra não devolveram Negociadores falam em salas fechadas Mapas riscados com fronteiras improváveis Enquanto fora, as bombas continuam lançadas E os sonhos de paz seguem inalcançáveis [Chorus] Rússia e Ucrânia, acusações cruzadas O cessar-fogo — palavra esfarrapada Cada lado aponta o dedo, a culpa negada E a paz permanece adiada, adiada [Outro] Dez de agosto — as notícias não param O conflito segue vivo, tenebroso Mas cada história que hoje se narraram Merece ser lembrada — não esquecida no silêncio
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