Guerra na Ucrânia — 10 de agosto de 2026

afro house drill and bass, saxophone shoegaze, spoken-word verses, crisp modern mix, tender and heartfelt, frenetic breakneck tempo, 808 sub-bass · 4:59

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Lyrics

[Verse 1]
Quatro corpos no asfalto da capital
Mísseis russos rasgaram o céu de Kiev
A cidade estremece num silêncio brutal
Cada rua uma cicatriz que não se esquece
Enquanto isso, nas fronteiras com Belarus
A Caritas estende as mãos aos deslocados
Homens, crianças, mulheres sem recuso
Atravessam o frio, desamparados

[Chorus]
Rússia e Ucrânia, acusações cruzadas
O cessar-fogo — palavra esfarrapada
Cada lado aponta o dedo, a culpa negada
E a paz permanece adiada, adiada

[Verse 2]
Zelensky demite a embaixadora em Washington
O tabuleiro diplomático vira de ponta-cabeça
Um descarte calculado, uma substituição
Enquanto a Europa assina nota de promessa
Costa, Von der Leyen, Zelensky reunidos
Palavras formais num comunicado conjunto
Aliados comprometidos, mas divididos
O apoio existe — mas o conflito não é defunto

[Chorus]
Rússia e Ucrânia, acusações cruzadas
O cessar-fogo — palavra esfarrapada
Cada lado aponta o dedo, a culpa negada
E a paz permanece adiada, adiada

[Bridge]
Na Rússia faltam braços para a produção
A guerra consumiu a mão de obra local
Trabalhadores indianos em migração
Recrutados em massa — um fluxo colossal
E em Paris, uma voz pró-Kremlin expulsa
A França fecha a porta a quem distorce os fatos
Palavra que importa aqui: *estrepitosa* — barulhenta, convulsa —
A propaganda cai como cartas embaralhadas em solavancos

[Verse 3]
Cada manchete carrega um fragmento da guerra
O diplomata demitido, o míssil no ar
A Caritas que semeia onde o ódio enterra
E índios recrutados longe do seu lar
O mundo gira enquanto Kiev ainda sangra
Cessar-fogos quebrados como vidro fino
A Europa fala, mas a bala não se acalma
E agosto escreve mais um verso no destino

[Chorus]
Rússia e Ucrânia, acusações cruzadas
O cessar-fogo — palavra esfarrapada
Cada lado aponta o dedo, a culpa negada
E a paz permanece adiada, adiada

[Verse 4]
Nas trincheiras, soldados sem nome nem rosto
Cartas que nunca chegam a mãos que esperam
O inverno que vem cobra um preço alto e grosso
E as mães choram filhos que a guerra não devolveram
Negociadores falam em salas fechadas
Mapas riscados com fronteiras improváveis
Enquanto fora, as bombas continuam lançadas
E os sonhos de paz seguem inalcançáveis

[Chorus]
Rússia e Ucrânia, acusações cruzadas
O cessar-fogo — palavra esfarrapada
Cada lado aponta o dedo, a culpa negada
E a paz permanece adiada, adiada

[Outro]
Dez de agosto — as notícias não param
O conflito segue vivo, tenebroso
Mas cada história que hoje se narraram
Merece ser lembrada — não esquecida no silêncio

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