[Verse 1] Zelensky sentou com Trump, palavras medidas no ar Licenças para o Patriot, interceptador que pode mudar O céu sobre Kiev precisa de escudo, precisa de chão Cada míssil que passa carrega uma outra solidão Os ataques recíprocos rasgam a madrugada crua Quatorze mortos no silêncio — nem Rússia nem Ucrânia recua Acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo frágil Como papel dobrado na chuva — tão fino, tão fácil de rasgar [Chorus] Como acaba esta guerra que devora o inverno e o verão? Cada fronteira que treme carrega um peso sem denominação Costa, Von der Leyen, Zelensky assinaram palavras ao vento Enquanto a Caritas recolhe os deslocados no frio, no tormento [Verse 2] Na fronteira com Belarus, mãos estendidas sem glória A Caritas-Ucrânia tece fios de amparo na memória Os deslocados carregam malas cheias de *crepúsculo* — palavra rara — O entardecer de tudo que foi, a hora em que a luz se apara Zelensky descartado por alguns, exaltado por outros tantos A Revista Fórum escreve o que os gabinetes guardam entre prantos Enquanto a Renault vai a julgamento pelo Dieselgate em Paris A guerra continua, indiferente ao que o resto do mundo decide [Chorus] Como acaba esta guerra que devora o inverno e o verão? Cada fronteira que treme carrega um peso sem denominação Costa, Von der Leyen, Zelensky assinaram palavras ao vento Enquanto a Caritas recolhe os deslocados no frio, no tormento [Verse 3] Nas cidades que restam, as crianças aprendem em porões Professores que ensinam matemática entre explosões e orações O trigo que não foi colhido apodrece nos campos abertos E os mercados da Europa pagam o preço dos sonhos incertos Diplomatas viajam, cúpulas se reúnem, comunicados saem Mas as mães de Kharkiv ainda esperam pelos filhos que não vêm Entre sanções e acordos, o humano se perde na equação Quem contabiliza a infância perdida, a voz, a canção? [Bridge] *Crepúsculo* — o momento entre o dia e o escuro total Quando ainda se enxerga, mas o contorno já some, já some afinal É aí que vivem os que fogem, entre dois mundos sem nome Entre o que era casa e o que ainda não tem teto nem idioma [Chorus] Como acaba esta guerra que devora o inverno e o verão? Cada fronteira que treme carrega um peso sem denominação Costa, Von der Leyen, Zelensky assinaram palavras ao vento Enquanto a Caritas recolhe os deslocados no frio, no tormento [Outro] Vinte e nove de julho — a data que o calendário guarda A pergunta sem resposta ainda flutua, ainda arde Como acaba? Ninguém sabe ao certo o destino dessa dor Mas hoje o mundo ouviu, e ouvir já é uma forma de vigor
← Notícias de IA — 29 de julho de 2026 | Notícias do Golfo — 29 de julho de 2026 →