[Verse 1] Nas ruas do ABC, a multidão se agita Quarenta mil vozes, uma força que palpita Lula sobe ao palco, a história envolve o ar Mas o olhar no passado esquece o amanhã a construir Flávio Bolsonaro também ocupa as ruas As duas campanhas cruzam Minas, soltam suas lutas Sabatinas marcadas, o calendário já arde A corrida eleitoral não espera mais até tarde [Chorus] Agosto começou, e o Brasil escolherá Entre caminhos opostos, o povo decidirá Esquerda ou direita, cada partido se revela Numa disputa tão acesa quanto vela sob ventania — não cintila, queima, e apela [Verse 2] Lula admite tratamento, enfrenta o próprio corpo cansado Mas promete ao microfone lutar contra o adversário declarado Diz que não vai recuar enquanto a extrema-direita avança Seus apoiadores falam de combate, não de esperança vaga ou dança [Verse 3] Do outro lado do Atlântico, uma acusação ecoa forte O governo Trump aponta o Brasil — censura seria o seu norte O X mudou o algoritmo pra moldar a eleição A Folha revela o conflito, a tensão sem solução [Chorus] Agosto começou, e o Brasil escolherá Entre caminhos opostos, o povo decidirá Esquerda ou direita, cada partido se revela Numa disputa tão acesa quanto vela sob ventania — não cintila, queima, e apela [Verse 4] Enquanto os palanques sobem, o trabalhador ainda espera O preço do mercado sobe, a conta não fecha, não prospera A promessa vem embalada em discurso bem costurado Mas o aluguel venceu ontem e o salário ainda está atrasado Os jovens nas periferias assistem pela tela pequena Sem partido fixo no peito, carregando sua própria pena Querem escola, querem obra, querem rua sem violência Mas o debate nas cidades grandes ignora sua existência [Bridge] Existe uma palavra rara pra esse momento plural — *Contenda* — não é briga simples, é confronto visceral Ideias que se chocam como placas tectônicas no chão O Brasil inteiro sente o tremor dessa definição [Verse 5] Na véspera do prazo, os partidos fecham lista Cada nome negociado entre o possível e a conquista Alianças que parecem frágeis como vidro na manhã Mas resistem ao interesse — a política é assim, não tem telhã O eleitor que ainda hesita olha pro céu e pergunta Se vale mais o conhecido ou a mudança que aponta e apunta A resposta vem nas urnas, não nos gritos da plateia Num país que vota junto mas raramente se nomeia [Outro] Dezessete de agosto, a campanha enfim chegou Cada ato nas ruas conta o quanto o tempo avançou O noticiário pulsa, o país inteiro observa e pesa Numa eleição que já nasceu carregada de surpresa [Chorus] Agosto começou, e o Brasil escolherá Entre caminhos opostos, o povo decidirá Esquerda ou direita, cada partido se revela Numa disputa tão acesa quanto vela sob ventania — não cintila, queima, e apela
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