Guerra na Ucrânia — 17 de agosto de 2026

new orleans carnatic, airy falsetto, clean minimalist production, driving and urgent, uptempo, led by expressive solo piano · 5:22

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Lyrics

[Verse 1]
Quatro mortos em Kiev, o ataque não perdoa
Cada rua tem cicatriz, cada família que chora
Os deslocados fogem, cruzam a fronteira fria
A Caritas os recebe na Belarus, de madrugada ainda é dia
Mãos que oferecem pão onde o Estado abandonou
Esse é o peso invisível que a câmara nunca mostrou

[Chorus]
Ucrânia sangra devagar
Quatro anos de guerra e de contar
Mortos que o mapa não consegue guardar
Zelensky negocia, o mundo tenta respirar
Mas cada míssil lembra o que custou chegar até cá

[Verse 2]
A França expulsou uma voz da televisão russa
Comentarista deportada, a diplomacia se empurra
Em Bruxelas as sanções avançam com cautela e pressa
Portugal e Grécia pediram espaço, a União os contempla e confessa
Que punir sem rachar por dentro é uma arte que se aprende
Cada concessão tem preço, cada voto que se vende

[Chorus]
Ucrânia sangra devagar
Quatro anos de guerra e de contar
Mortos que o mapa não consegue guardar
Zelensky negocia, o mundo tenta respirar
Mas cada míssil lembra o que custou chegar até cá

[Bridge]
Zelensky sentou com Trump, falou de Patriot e licença
De interceptar o perigo antes que o perigo dispensa
Costa, Von der Leyen, assinaram declaração conjunta
A Europa prometeu ficar, mas a conta ainda se pergunta
Quem paga o amanhã quando o hoje já está partido
Quem escreve a paz num papel que ainda não foi lido

[Verse 3]
Quatro anos de balanço, Vatican News fez o registro
Os números assustam quem ainda guarda fé no catequismo
Um conflito que devorou cidades e gerações
E agora aparece nos jornais entre outras tantas questões
O descarte de Zelensky, dizem alguns em voz baixa
Será que o aliado cansa quando a guerra não se encaixa

[Chorus]
Ucrânia sangra devagar
Quatro anos de guerra e de contar
Mortos que o mapa não consegue guardar
Zelensky negocia, o mundo tenta respirar
Mas cada míssil lembra o que custou chegar até cá

[Verse 4]
As crianças que cresceram sem saber o que é silêncio
Aprenderam o alfabeto ao som de alarme e prenúncio
Os professores ensinaram em caves e em abrigos
A história que viviam era o texto dos seus livros
Nenhum manual prepara pra perder a casa assim
Nenhum poema chega onde a infância teve fim
Mas elas ainda desenham o sol por cima da fumaça
Como se o futuro fosse algo que o presente não apaga

[Chorus]
Ucrânia sangra devagar
Quatro anos de guerra e de contar
Mortos que o mapa não consegue guardar
Zelensky negocia, o mundo tenta respirar
Mas cada míssil lembra o que custou chegar até cá

[Outro]
Dezassete de agosto, a notícia já é ontem
Mas o fogo não esfria só porque o noticiário some
Kiev ainda respira, os deslocados ainda andam
E nós aqui de longe tentamos entender o que as manchetes mandam

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