[Verse 1] As urnas se aproximam, o povo quer saber Quem vai liderar o país no amanhecer Pesquisas do Real Time mostram um nó apertado Lula e Flávio Bolsonaro, empate no Distrito empatado Valor Econômico pergunta, a disputa está acesa Quem está na frente agora, qual é a surpresa [Chorus] Brasil, vinte de agosto, as notícias estão no ar Sete organizações do mundo vêm nos observar Eleições sob escrutínio, transparência em marcha Cada voto conta caro, cada voz que não se anarcha [Verse 2] Menos de dois por cento dos candidatos são LGBTQIAPN+ O Senado Federal registrou, os números estão aqui Uma cifra que estremece, um espelho que não mente A representação política ainda claudica lentamente Claudicar — andar com passo torto e hesitante Uma democracia manca quando exclui o seu votante [Chorus] Brasil, vinte de agosto, as notícias estão no ar Sete organizações do mundo vêm nos observar Eleições sob escrutínio, transparência em marcha Cada voto conta caro, cada voz que não se anarcha [Verse 3] Os juros altos como espinho cravado no bolso O NeoFeed alertou com palavras de remorso Ou o Brasil domina essa taxa sufocante Ou a taxa vai engolir o país arfante Arfante — que respira com esforço e aflição Uma economia ofegante pedindo solução E Lula fala em urânio, enriquecido com paz Não de cabeça baixa, mas com o olhar que não se desfaz [Bridge] Dos Correios vem novidade, pacote do Paraguai Entregue até sua porta, a fronteira que se vai Um ciclone extratropical rasga a costa brasileira O Inmet soa o alarme pela terceira vez ligeira Ligeira — rápida, veloz, cortante como navalha O tempo não espera ninguém, nem a que trabalha [Chorus] Brasil, vinte de agosto, as notícias estão no ar Sete organizações do mundo vêm nos observar Eleições sob escrutínio, transparência em marcha Cada voto conta caro, cada voz que não se anarcha [Verse 4] Na cultura o Brasil pulsa com seu grito e sua cor Jovens nas periferias carregando o seu ardor Cada artista marginal que sobe ao palco e resiste Prova que a nação não some, que a esperança persiste Resiliente — que dobra mas jamais se parte ao meio Um povo que atravessa a tempestade com azeite Das favelas ao congresso, da senzala à tribuna O Brasil se reconstrói sob a mais crua lacuna [Chorus] Brasil, vinte de agosto, as notícias estão no ar Sete organizações do mundo vêm nos observar Eleições sob escrutínio, transparência em marcha Cada voto conta caro, cada voz que não se anarcha [Outro] Vinte de agosto passou com seu peso e seu calor O Brasil segue em pauta, com sabor e com fervor Anote as palavras novas, claudicar e arfante e ligeira Esse país que tropeça ainda caminha a carreira
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